quarta-feira, 23 de novembro de 2016

divagações nada a ver

odeio quando me sinto assim
há dias que estou desse jeito
uma angústia que não vem de lugar nenhum
uma certeza de que tudo irá se desmoronar e todos irão embora.

eu sei que não irão.
eu sei que essas pessoas se importam.
Eu sei que se eu ligasse pra ele chorando ele se importaria.
e sei que todos os meus amigos ficam desesperados
ansiando por me ver confiando neles.

passei por várias pessoas hoje
e eu estava tão amedrontada pela minha própria vida que
não reparei em nenhuma.
nenhuma moça bonita
nenhum moço de olhar diferente.
só uma dor insistente
como uma cólica
no peito.

acho que preciso sumir.
olho teus presentes na estante.
abro tuas cartas e as releio com carinho.
vou em busca de fotos
vídeos
do som da tua voz e do teu sotaque estranho.

se eu tiver como, quero ter filhas
quando eu tiver uma filha, e se eu tiver uma filha que pareça doce
que olhe curiosa pra tudo
e que não se pareça nada, nada comigo
porque ela seria doce e eu não o sou
só então
eu colocaria nela o nome de
Amanda.



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