quinta-feira, 28 de abril de 2016

O virar da cara

Sonhei com uma despedida
Eu não quero ir embora.
Eu preciso sair, e eu vou sozinha.

Não pense você que me prende
Já vi coisa pior que você
Já suportei muito menos
Já feri quem me contrariou
E já mandei pro inferno gente que não merecia.

Você merece.
Não vou lidar com tua frieza.
Não vou lidar com esses pequenos tapas que você me dá
Assim, sem mais nem menos, quando acha,
quando supõe que estou sendo doce demais.

Não me azede,
que eu não sou flor que se cheire.
Não me empurre, que eu não volto
Uma vez virada a cara
nunca mais eu dou as caras.

Nessa sua de morde assopra
Ainda vou arrancar seu fígado fora a dentadas.
Eu não sei se estou num bom dia
e você me deixa puta.

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