domingo, 29 de novembro de 2015

Todo dia.

Abrir os olhos, acordar
colocar os pés fora da cama
voltar a deitar.
Repetidamente, em poucas horas,
fica mais difícil a cada minuto.
Sei que eu deveria respirar fundo, abrir as cortinas
um pouco de água no rosto, talvez?

Travesseiro.
Desenhos na parede.
Passos nos outros cômodos da casa.
Intrusos da minha eterna contemplação.
Necessidade de observar.

Todo dia.
Repetidamente.
Por horas a mesma sensação.
Anos passam.
A sensação só aumenta.
Não vou sair. Não vai ajudar.
É difícil se divertir.

"Pense positivo".
"Saia um pouco de casa".
Acabar com tudo não é uma possibilidade?
Destruir o que mais amo não é uma possibilidade?
Todo dia.

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