segunda-feira, 24 de agosto de 2015

fiapo

Hoje acordei com vontade de morrer
há dias em que essa vontade é maior que em outros.
Há tempos que eu não vertia lágrimas no caminho de casa.
Mas aparentemente o tempo quis assim.

Não, eu não estou bem.
E eu  não tenho vontade de melhorar, se quer mesmo saber.
Não há qualquer prognóstico.
E talvez eu esteja bem assim, obrigada.
Não há como fugir de quem se é.

Toda pessoa que eu encontro me frustra.
Toda necessidade de ser algo diferente me dói.
Estar no mundo ainda é pior.
Não quero mais buscar companhia.

Qualquer toque humano me destrói.
As conversas, vazias, me dóem.
Qualquer sofrimento me alenta.
E a distância por vezes conforta.

Estou querendo virar fiapo.
Sumir, evanescer, virar qualquer coisa que
Não necessite ser lembrada
Que possa permanecer intocada
Que seja sinônimo de fiasco.

Quero morrer.
A vontade que me acompanhou ao acordar ainda me alenta.
Gostaria que não sentissem minha presença
Queria que tampouco sentissem minha ausência
O peso de ser me atingiu em cheio
Hoje pela manhã, quando abri os olhos.

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