quarta-feira, 12 de agosto de 2015

divagações vespertinas

quanto mais as coisas duram mais tendo a acreditar que não funcionam
não sei quantos de nossa espécie conseguem ser tão estáveis
e conhecendo você sei que nada vai muito longe
só você
que vai até o fim
mas ninguém te acompanha
porque você larga tudo logo cedo sem nem se dar conta

quantos amigos e amigas já me entediaram
procurando essas coisas em que se agarrar por anos
em geral se prendem desesperadamente a outras pessoa sprocurando outras estacas
não são portos seguros, são pequenas âncoras
pouco capazes de segurar almas com segurança
na maior parte das vezes apenas as levam para baixo, baixo, baixo

não sei nadar, nem tento
mas se eu soubesse passaria nadando, flutuando, boiando entre essas amarras todas
o problema é quando me prendo nelas
nas amarras de outras pessoas
nas intenções de outros seres

você vai morrer sozinho, como sozinho veio ao mundo
isso serve para todas e todos nós e
é muita ingenuidade,
é ingenuidade
achar que prender uma corda numa estaca débil vai fazer com que isso mude

fico observando as coias não darem certo
como você consegue acreditar que isso está ok?
prefiro minha amargura que essa obra de arte frágil emoldurada na parede
está um pouco torto esse quadro, não acha?
pendendo pro lado direito... não, não, agora ficou mais torto
vai cair!

plaft.
Não sei como vocês aguentam!
Acho que agora entendi que eu não estava ok com esse transtorno obsessivo compulsivo
de amarras
de um lugar só
de uma moldura perfeita
"perfeita", palavra clichê. perfeita deveria ser uma palavra proibida.
"Não sou perfeita, lide comigo",
"Complicada e perfeitinha"
Quantas meninas se identificam com isso mas são só mais umas tentando ser, enfim, perfeitas.

"A mina que corre junto"
significando a mina que não tem planos próprios
eu juro sinceramente que não entendo.

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