domingo, 14 de junho de 2015

Das coisas que faço quando não estás comigo

Chega enfim a hora da noite
Em que começo a sentir você
Despretensioso no meu caminho
Me encontrou no meio do labirinto
Me tomou arrastando meu olhar
Meu maior medo a essa hora é não te alcançar

Minha respiração fica entrecortada.
Eu mal ouço ou vejo o mundo a minha volta.
As palavras correm, minhas roupas caem.
Minha voz fica solta
Mas minhas mãos querem prender
Reter
Entre meus dedos
Calor
Fim dos meus medos.

Me contorço sozinha na cama
Bailarina de minha própria música
Prisioneira de minhas cobertas
Como se você estivesse assistindo
Seguro, relutante, meus gritos
Quase posso sentir
Ouvir tua voz me chamar
Chega enfim a hora do dia
Em que conto os segundos
Sedenta por qualquer vislumbre.

1 comentários:

cleber santos disse...

olá Ana, gostaria de dizer que sou um grande fão de seu trabalho, sua escrita é muito boa e a narrativa é muito intimista fazendo com que o leitor tenha certa proximidade com o texto. dentre todos os que li (que não foram todos porque não tenho esse tempo todo) esse foi um dos que mais gostei e identifiquei-me. continue sempre escrevendo assim!!!

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