domingo, 27 de outubro de 2013

De cabelos, sentidos e cadências

Nada aqui faz sentido.
Você me emprestou "Através do Espelho", agora aguenta.
Você sabia disso quando tudo começou
e acho que foi sobretudo o que te encantou.

Engraçado como você não gosta de rimas tanto quanto eu
mas eu insisto em fazer essas coisas que tem uma cadência
boa.
Gosto de escrever meus-seus-nossos poemas como algo que dê prazer de ser lido em voz alta na nossa mente.

Somos carne
sim, sim, trememos quando chegamos muito perto
e por que não seria assim?
eu atraí isso pra nós, nós, nós...

Voz. Você gosta da minha e eu gosto da sua
quando cantarola e eventualmente desafina
é um charme seu que só eu conheço
como tantas outras coisas.
Como as mil coisas que só você conhece e conhecerá.

É tão lindo quando eu me viro para dentro e vejo você lá como uma plantinha amarela
dessas que dão no meio da grama
e ninguém sabe o nome
você é uma ode aos meus sentimentos bons
você mantém minha instabilidade fora de perigo

eu quero continuar sonhando com teias e pedras preciosas que formem cômodos
como uma casa sombra da nossa
como uma outra casa como a outra mãe
as nossas referências são lindas juntas.

Queria ser de um-tempo-sempre
pra poder prever coisas e te assustar com fascínio
No momento faço o possível
pra te reconquistar todos os dias
como você faz comigo.

Jamais esquecerei o dia em que você falou pela primeira vez do meu cabelo...

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