terça-feira, 24 de setembro de 2013

Feliz

primeiro poema da semana o primeiro com teu rosto e gosto gosto de sentir teus dedos entrelaçados nos meus muito embora às vezes isso te cause dor porque tua mão tem fraturar passadas que eu gosto de relembrar ruídos da casa me assustam sem você perto e essa nem é a nossa gosto de escrever assim do nada e dizer o que aparece primeiro na mente. sabe, eu queria ter você pra abraçar e cuidar. gosto de manufaturar coisas boas e dar de presente a você. em breve receberás um Sagrado Coração cuide dele com carinho e grave-o na pele, se possível. Ceci n'est pas uma dica. Um ano que virou dois. Ou dois que virou um? Eu não sei, e queria que você soubesse me dizer. escreve pra mim e me faz pipoca? eu faço bolo e chá. e deixo você sentar no meu colo, lembrando do primeiro anel que você me deu. de lata. na casa. com gente louca. voltando a pé. fora do ar. Contigo sou feliz.

Mancando caminho afora

uma porra duma mesa de bar
e uma porra duma gente esquisita
não conheço mais ninguém aqui
e essa cerveja ruim não tem mais aquele gosto bom de descoberta
e no entanto eu não lamento
as amizades em potencial que eu talvez tenha perdido
sempre tem gente legal no caminho e
o meu não passa mais por aquele bar.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Passado em papeizinhos

grito com o som de todas aquelas que já fui
quando não pude ter você
quando não te encontrei e me perdi em braços que não eram os teus
ou quando não me perdi em abraço algum

não gosto de roupas e comecei a amar o verão do teu lado
chegar na tua casa e te dar um beijo
tomar uma água bem gelada e logo me despir
nem que seja só pra sentar no sofá
e ver você me olhar

seu cheiro vicia, e agora eu entendo.
lembro e relembro abrindo a caixa de pandora
gritos, choros, paixões brotam 
de cada letra jogada nos papéis de caderno 
dobrados e entregues com pressa em corredores apinhados de gente curiosa

ainda fico ansiosa toda vez que abro aqueles bilhetinhos.

Parte de mim

agarro um fino fio de lã vinho
perceba como em meus poemas sou costureira
em como em coma fico quando você me amarra na cama
não literalmente, claro

amarro nos galhinhos de macieira
faço roupinhas de pano vermelho
acendo a vela
eu deixei que acontecesse comigo

cartas e mais cartas
de letras tortas e tarot
goles de cerveja barata e vinho pior ainda
era bom, mesmo ruim. e era muito
quatro garrafas esvaindo no sangue de brincadeira
e ainda cabia mais
nem sei se você ainda as tem guardadas
mas eu lembro daquelas noites, e uma delas, acho que a do recorde
é a daquelas fotos em preto e branco

eu colori bailarinas pra você
e até arrisco uma dancinha ou outra, dois anos depois
estou progredindo
mas tenha paciência, sou complexada com meus movimentos
quem sabe no próximo aniversário a gente não dança junto?

eu te amo, achei que precisava dizer isso de novo
da forma mais simples possível
em jorros de palavras sem pontuação
eu vejo isso vindo de dentro de mim e eu sinto que essa é sempre a melhor época do ano.
por mais louco que seja
a loucura sempre fez parte de nós.
você sempre fez parte de mim.