segunda-feira, 27 de maio de 2013

Lista de compras

Não, não arrumei meu quarto ainda
e eu não tenho dinheiro.
Tampouco você.
Vou ver se compro uns iogurtes e umas bolachas e penduro na conta do mercadinho.

Às vezes dá um desânimo.
Mas você mesmo disse que logo tudo isso passa.
E como eu confio em você de olhos fechados e pés à beira do precipício, isso me acalmou.
(E meus dedinhos dos pés às vezes são as únicas coisas segurando meu corpo.)

Então me seguro em você.
Se cairmos acho que ainda temos asas, né?

É chato dormir sem ti. Especialmente com o barulho da rua e as portas de vidro aqui de casa.
Cada ruído de madeira me desperta do semi-sono,
quando, se eu estivesse contigo, apenas te abraçaria, ou te acordaria,
e rolaríamos na cama por uma ou duas horas, juntos.

Hoje, cheguei em casa, subi pro quarto, deitei na cama de braços abertos e barriga pra baixo
e subitamente senti uma falta enorme de te abraçar e dizer que te amo
mas dizer um "te amo" de verdade, daqueles que me fazem chorar, sabe?
E depois de falar e lamber ao pé do ouvido coisas que nos fazem sentir pele com pele e respiração difícil.

Te amo e te quero e amanhã eu JURO que compro uns pães também.

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