quinta-feira, 28 de junho de 2012

Risco

Durante alguns minutos
volto a me sentir insegura.
Queria muito você no meu quarto onde eu não ouço nada.
Tem só um zunido na minha cabeça
Que me é familiar
Fazia tanto tempo que eu não me sentia assim
É ruim. A não ser pelo amor, é ruim.
Só que aí, tu vem.
Com palavras que eu nunca imaginei ler.
Se eu um dia pensei em ler,
certamente nunca pensei em ouvir.
Eu viro um clichê gigante e meloso.
Eu ouço as músicas e todas lembram você.
Barulho de trânsito caótico saindo das minhas orelhas.
Vem da minha cabeça, está só na minha cabeça...
Minha cabeça. Minha mente.
É minha mente que me persegue.
Quebro as unhas usando a faca,
quebro as unhas arranhando.
Quebro as unhas de raiva
quebro as unhas de...

Grito.
No quarto, o silêncio continua.
Na minha mente, continua o caos e o sangue e o desejo de ir pra lua -
de ir pra rua.
Não caibo em mim
Inquieta o suficiente para não saber o que fazer.
Inquieta o suficiente pra querer morrer;
mas só por um segundo.

Estática.
Olho pras cartas e não quero saber delas.
Da última vez que as li, elas só refletiram meu desespero.
Não quero saber do futuro.
Quero que ele aconteça.
Quero que as coisas venham,
e que vão, também.
Quero poder sentir as coisas mudando
evoluindo, revolucionando,
retrocedendo e surgindo, completamente surpreendentes.
Quero só ir sentindo.
Só pra ver o que acontece.
Botar a mão no fogo não dói.

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