sábado, 30 de junho de 2012

Ponto de Partida

Pra que estragar o meu dia?
Ela vem falar de coisas banais.
Quando é que ela vai perceber que eu não faço por mal?
Quando é que meu jeito de pensar vai ficar claro na cabeça dela,
ainda que não possa fazer sentido em sua mente pobre?

Este poema é pra ofendê-la.
Embora eu não ache que ela vá ler,
embora eu ache que ela
não consegue verdadeiramente achar isso tudo bonito,
isso de eu gostar de versos, de escrevê-los.

Isso de eu gostar de desenhar
ou de cantar.
Ela não compreende, só gosta de mostrar pros outros.
Os outros.
Elas gosta de ajudá-los.

Passo anos precisando disso e estou aqui dentro.
Ela nunca vai me ajudar.
Ela só vai apontar.
Mas eu não vou me corrigir.
Agradeço por existir.

Mas minha origem não é,
absolutamente,
o que me faz feliz.
Por ela eu era comum.

A maior infelicidade dela
é que eu não sou.
E se pra ela eu poder viver um pouco,
viver o que eu não vivi por anos, me sentindo um lixo,
é o que ela pode chamar de vadia, bem,
acho que sou mesmo uma "dessas meninas aí".
Sinto muito.

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