domingo, 13 de maio de 2012

Oi, confusão

O sol, o céu - o frio que finalmente chega.
Um dia como outro qualquer - preciso pensar assim, preciso pensar assim, preciso...
Não dá, e eu me desfaço em vinte pra conseguir manter o equilíbrio.
(Ao menos o aparente.)

A vontade é de pegar as canetas e riscar toda a parede
como se fossem lâminas
e o tijolo epiderme derme exoderme (verme?)
Deixo as outras vontades ocultas porque não convém.

Aí vêm as lágrimas. É como se eu estivesse bêbada.
Num minuto estou rindo e conversando com ela e feliz por ser seu dia.
Depois eu lembro que tem gente que não tem a sua por perto.
Aí eu choro, desconsolada por não poder consolar.

Mas sempre quieta, sempre escondida.
Porque às vezes amar é muito e demais e pode ser que assuste ou invada.
Invadir é não ter cuidado, e aí amar é veneno.
Não se pode ser veneno sem antídoto.

E mais uma vez eu atropelei um sentimento com outro e mais outro e os versos ficaram mais confusos que a minha cabeça.
Acho que
nesse ponto (como em tantos outros)
A gente combina.

(Oi.)

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