domingo, 6 de maio de 2012

Da rotação

As horas não passam, quando se espera um amanhã de abraços.
Um fim de semana sozinha, uma cama de solteiro
a janela conta o que a noite reserva pra poesia que está longe.
No sono se tem notícias daquele que se ama.

Um pássaro de papel colorido
picotado nas mãos do amante
o olhar fulmina pessoas odiosas atrás de mim
e embora eu não goste delas, fico com medo.

Perturbação - essa é a palavra! - e desconforto.
Acordo de testa franzida, a janela traz o frio.
Arrepio e fecho o vidro.
Volto a dormir sem sonhar.

As fotos de olhos fechados mostram uma das cenas que mais gosto de ver.
As horas se arrastam, lentas, e o amanhã acena desdenhoso.
Ao sol do meio-dia eu vou sair de casa
pra ir pra casa quando ele se pôr...

2 comentários:

Camila disse...

Olha só você escrevendo o sentimento dos outros.

Ana T. disse...

Oi Camila, há quanto tempo! Haha, pois é, às vezes eu consigo! Beijos!

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