sábado, 28 de janeiro de 2012

Réquiem.

Essa sou eu
aquela que sai perdendo em qualquer situação
aquela que se sairia mal de qualquer jeito
porque os cordões arrebentam quando a marionete é pesada demais
e sempre na boneca com o rostinho mais frágil.

Saí correndo e quebrei a perna
vomitei meu estômago e fiquei jogada no chão de cimento
Onde está a mulher forte de que meus amigos falam?
Eu só vejo um fiapo de menina destruída,
no meio de uma poça vermelha grudenta.

Enquanto isso, na praia, palavras são escritas na areia.
Na cozinha uma garrafa de vinho, uma lâmina e um olhar
que reaparece no sonho, e que trás uma aura de arrependimento que já é conhecida
mas que outro rumo poderia tomar?
Você sempre sai perdendo, perdendo...

Só espera agora não perder parte mais bonita disso tudo
aquilo que não depende do que acabou
e espera que entendam isso.
Pra que ela possa sobreviver - por enquanto não pensa em "vida".

Esperando não ter mais que ter medo
não conseguirá nunca falar o que sente
Nunca conseguirá explicar
ninguém conseguirá entender
e vai acabar onde tem que estar.


No meu sonho, Galadriel disse "Esse será o único olhar que ele lançará pra você agora. Nunca mais nenhum outro." Só aquela raiva. Meus versos mais verdadeiros e os que mais fizeram sentido ecoam na minha cabeça como uma maldição:

Eu só queria um pouco de paz
Talvez a encontre
em algum lugar de mim mesma
sozinha de novo
onde tudo deve estar.

Tudo está em seu lugar quando não tenho ninguém.
Mas isso não significa felicidade.

Ainda não soa como fim.

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