quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Rosa a salvo

Qual é a tua paranóia?
Saia, SAIA, saia correndo daqui!
Qual é teu tique nervoso?
Uma piscada bruta e uma virada de pescoço.
O céu é vermelho, o céu é vermelho!
E está caindo.

Nuvens gotejando sombras sobre nós e nosso caminho.
Não são árvores lá ao fundo?
São elas prisões bonitas para espíritos que passam pela floresta
sem nunca serem convidados, eles não são daqui.
Eles passam por aqui e ficam grudados na seiva
e os galhos são como celas.

Eu fico aqui enraizada
uma rosa que floresce só uma vez ao ano.
Ninguém dá nada por mim, galhos finos,
e quando surjo, vermelha e gigantesca, grotesca,
faço caírem borboletas ao meu redor.
É um duende que me mantém a salvo.

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