quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Caminho tresloucado

Pior que amar e não ser amado
é ser amado e não amar
alguém que sabemos ser
mais que um gigante no campo florido.

Aí nos pegamos pensando
Nas vezes que choramos e que as estrelas pareciam nos oprimir
E agora as portas se materializam abertas nos lados do caminho
Te desviando, te dando mil chances de se redimir.

O caminho ladeado pelo campo florido
As pedras doces de uma terra de sonhos
Os mundos paralelos ao alcance da mão
Mas a única coisa que se vê são versos lá no final.

Sua maior pretensão e seu maior objeto de desejo
A poesia supera tudo, mesmo a sua vida
E parece que esta só vale a pena se for feita de elegias,
Sonetos e pequenas rimas,
Todos juntos compondo afinal o épico do nascimento até a morte

De uma poetisa que era só uma menina
Com mil demônios correndo atrás
Com mil folhas voando
Com o cabelo bagunçado, a expressão tresloucada.

E ela se vai e se embaraça nos fios que ela própria tece
Pra depois queimar tudo, ensandecida
Pra depois ficar tudo branco, uma cegueira,
Chegando perto de onde brota a cerejeira
E caindo cada vez mais no buraco que é esse caminho
Por alguns versos, e um ou dois copos de vinho.

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