quarta-feira, 23 de novembro de 2011

#rascunhos (1)

Eu vejo esses beijos todos, mal saindo do mundo paralelo. Ainda inebriada, como tivesse bebido um feitiço, ando no limiar entre este mundo e o mundo das fadas. O beijo me traz para o mundo humano.
Minha visão como que perpassada de neblina - eu vejo um quadro embaçado. Já estou tão acostumada que eu sito como se uma agulha de anestésico se infiltrasse no meu braço: eu não sinto mais. Não sinto mais a quebra brusca de atmosfera. Não sinto mais o puxão da terra, sua trágica gravidade. O que antes me atingia em cheio no peito começou a não mais doer. Eu não sinto mais. O baque é surdo. O baque não me derruba mais. Eu sinto quando ele vem, e penso "isso deveria ter-me feito cair", mas eu não caio.
(...)

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