domingo, 13 de novembro de 2011

Das cordas, da morte e do que eu era e sou.

As cordas amarradas em âncoras
gostaria que tivesse uma dessas nos meus pés.
Eu queria sentir a água machucando meus pulmões
queria sentir o sal me queimando as mucosas...

Eu morreria. Ou não.
Lutaria para viver com as chagas internas
por três dias agonizaria, e ia recusar toda a ajuda que me oferecessem.
Morreria sozinha. Já estou sozinha.
Está fazendo frio.

As flores todas morrem sozinhas em caixas com poemas.
E folhas cairiam sobre uma pedra fria.
O mar, o mar... Nunca antes me atraiu.
Nem ele, nem o tempo.
Estou louca. Estou... morta.

1 comentários:

Nilsa disse...

cada dia me identifico mais com as coisas que escreves, que mente incrível ana.

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