sábado, 12 de novembro de 2011

Da cidade, das famílias, da arte etc.

De inconstante e imprevisível
todo mundo tem um pouco.
Entre fotos de família e passeios à praia
a cidade vai crescendo pra dentro, a ponto de explodir.
Entre fotos de famílias de pais que tudo proporcionam,
a não ser caráter e poesia.

Arte. Eu nem sei mais o que é.
E se eu achar uma definição, ela vai acabar na minha vida.
Deixem que ela continue mágica,
sem academias a interferirem;
é só a alma que exala pelos poros do artista.
Compositor, poeta, desenhista, músico, que seja - todos gritam espíritos.

Entre pais sem paz e famílias destruídas,
que se dane o sangue, o coração não é feito só disso.
Esse coração que pulsa, eu pulsando sem veias
Eu pulso. Sem repulsa.
Que desgraça!, é um amor tão grande...!

Pela vida, certamente.
Pela arte, sem dúvidas.
Histórias contadas e recontadas, refeitas e destruídas.
Vou mastigar a História.
Vou comê-la no jantar e afogá-la com vinho.
Tem um Satã dançando no lustre.

Caímos.
Círculos com dedos, dedos circulando, traçando.
Sou recriada, o trabalho de Deus refeito em voltas,
meus traços redesenhados por ti.
Suspiro. Olhos fechados, corpo deitado.
Lágrimas aprisionadas.
Riso.

Que caia sobre nós a lua
Que se desfaçam as nuvens e ela venha zunindo.
Quando chegar aqui seremos absorvidos por ela.
Seremos a lua, querido, a lua!
A cidade... por ela iluminada, e nós aqui reclusos.

Aqui eu pulso.

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