segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pr'onde vai tudo?

As caveiras e as argolas
são os grilhões simbólicos
de alguma ideologia ainda por ser descoberta.
Talvez a aliança represente a morte.
Talvez as moedas espalhadas em cima da mesa
não estejam mais aqui na noite que virá amanhã.
E a tesoura de cabo vermelho que corta papel e cabelo
dá idéias de morte e de feridas
e de sangue rubro inundando o chão.

Espelhos que refletem luz na parede
que me mostram olhos que eu reconheço muito bem
às vezes eu queria que só o espelho me reconhecesse
que outros não me vissem
mas eu acho que não dá.
Acho que é melhor ser feliz com outros olhares
do que desejar ser invisível.

As coisas não se encaixam, você não prevê.
A vida. Novelo de lã. Novelo de lá.
Lá onde eu não mando, onde é mistério.
Onde é tudo o universo e o nada.
E alguma coisa e coisa alguma nos aguarda.
Pra onde vai todo o poema?


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