segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Olhos de Outono

Como as estações de Neruda
Sorrisos de primavera
Lágrimas de outono
Folhas transparentes que caem dos olhos
Da confusão que é esse gostar
E o desejo de verão
Quente de uma noite
De ventania e cabelos de terra.
O cheiro de madeira
E o molhado de um inverno interno
Que de tão glacial vontade
Torna-se o querer mais fervente
Como quente vinho aveludando a garganta.
Quero cravo e canela pra temperar
Regar a álcool e me embriagar
Nessas cores todas desse mundo louco
Na poesia de ter tantas palavras a dizer
E tão pouco tempo pra materializar
O que com olhos e mentes se faz.

1 comentários:

Marisa in the Sky disse...

Seus textos...

Ler, reler, sentir o cheiro e o gosto das palavras, é isso mesmo!, exatamente!, olhar pros lados, como palavras fazem isso conosco?

Adoro seus textos

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