quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Para ti

Vais andando pela rua cabisbaixa
Teus olhos azuis fitam a calçada
Acompanho com os meus a tua marcha
Castanhos, eles se derretem sobre tua caminhada

Às vezes tu te sentes tão sozinha!
Eu não sou o suficiente para salvá-la
Tu odeias que te vejam como menina
És complexa e volúvel como a água.

Esta água transparecida em teus olhos,
Esta fluidez que ora é límpida, ora é turva
Me confunde e me convida a me afogar.

E eu queria estender meus braços e ampará-la
Gostaria de poder compreendê-la
Mas não consigo proteger nem a mim mesma
Desse amor que começa a me artomentar.

1 comentários:

Poeta do Exílio disse...

parece que o semestre começou movimentado, rs.

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