domingo, 28 de agosto de 2011

Dos becos de sextas à noite


As danças e as bailarinas
chapinhando as sapatilhas nas poças
de água são feitas
e distribuem-se pela calçada.

A dançarina atravessa a rua
o ponto de ônibus está vazio
os carros passam indiferentes
buzinas tocam
dióxidos, monóxidos
carbono.

As placas indicam lugares
mas as direções são múltiplas
e multifacetada é a pedra que brilha em seu pescoço
O vento brinca nos cabelos
e os olhos estão arregalados
procurando o caminho no escuro do beco.

Tem amigos voltando na contramão
ela não se importa porque não é por eles que procura
Segue seu rumo e acha enfim o que seus olhos pediam
uma visão que inspira
olhos que fitam
decifram
e que depois descrevem.


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