sábado, 30 de julho de 2011

Para um curitibano

Pobre escritor não retribuído
Entre uma rua e outra da cidade
Ele caminha entristecido
Descobre que as musas podem ser cruéis.

Versos ingratos lhe vêm à cabeça
E eles lhe fogem pelos dedos em teclas
A delicada indiferença, a resposta blasé
Os olhos e as sobrancelhas expressam o não-expressar.

E o jovem desanimado volta pra casa
como uma árvore que chora-se
por querer ver mais bonitas suas flores.

Entristece-me vê-lo, poeta, andando a esmo
sem versos que lhe venham em agradecimento
sem sorriso ou amor que chegue perto
desse amor que tem em si e não lhe cabe.

E que transborda em versos.

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