sábado, 11 de junho de 2011

de fato.

"Ai, cara. Eu só me deprimo. Vou até escrever".
Oi.

A areia voa. Foi o que pensei ao sentir o cheiro do mar quando cheguei na praia. E o sol era tão lindo! E era tão bom estar ali e pensar somente no cenário à minha frente, sem ninguém a invadir minha solidão.
Eu estava em paz ali, olhando pro mar.
Estava quente, muito quente, agora que o sol tocava minha pele. E eu só sentei na areia.
A verdade é que a confusão está aqui. Ela mora em mim.
E hoje eu não vou conseguir fazer com que nenhum esforço poético se apodere de minhas mãos e me faça escrever belas coisas. Porque eu simplesmente não consigo eliminar a confusão da minha cabeça. E não há poesia na confusão. Não quando ela envolve tantos rostos, tantos nomes, tantas coisas tão pequenas.
Porque são coisas pequenas, não são?
E eu fico aqui. Sempre nos meus esforços de interpretar o ininterpretável. Inacabando o acabável. Martirizando-me... pelo quê mesmo?
E os sonhos, eles não me deixam em paz!
Cada dia é um sonho novo e mais estúpido que o outro.

Queria conseguir ficar sozinha de fato.
(Porque as companhias não me são permitidas.)

1 comentários:

Poeta do Exílio disse...

Toda e qualquer letra que emerge de algum, ou alguns, dos muitos conflitos que podem haver dentro duma cabeça humana, já vem ao mundo com um certo charme. :)

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