sábado, 28 de maio de 2011

Da dança, da poeira e da encenação

Caiam, jovens - sua dança termina aqui!
Corre a donzela do caçador
Um vale denso e impenetrável à frente, algumas árvores -
e todas as folhas voam na mesma direção.

Pés descalços tomam consciência da madeira do chão
e os longos cabelos espalhados
na poeira se misturam e sujos se esparramam
Nós, loucos como aquele que lhe observa.

Olhares - que encontro!
"Mas é você?", eles parecem dizer
E com graça faz um gesto de pantomima
"Sim, nobre senhor, sou eu".

A natureza lá fora, as gramas e os tambores
E todo o céu que lhe sorri
e o vento que lhe canta novidades ainda ocultas
e os olhos deles sempre dizem algo.

E a dança...

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