quinta-feira, 21 de abril de 2011

MANDE!

E então eu grito.
Sou EU quem está aqui!
Começou.

Corre a menina
E marca na pele o labirinto
Se falar agora cai, e eu sinto
Que os ombros dela estão tensos.

PARE!, e jogue fora seu acaso
Trate mais de teu descaso
Inspire o ar que não te é mais puro
que as risadas da menina sentada ao lado.

Jornadas.
Ouvem a língua que lhes parece familiar
Nunca aprendera antes qualquer gramática
E no entanto compreende perfeitamente
Tudo o que se lhe quer passar

CHOVA!
Estou pedindo que o céu CHORE!
Porque é osso isso tudo e a lama escorre
Por todas as partes da rua e não entra na tua casa

MORRE!
E lá fora continua vívida.
As cercas permanecem vivas
Mesmo que as flores tenham há muito falecido
E na verdade esse poema não faz sentido.

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