domingo, 6 de março de 2011

Das folhas de que eu falei certa vez

Nunca chorei por ele - a não ser hoje.
E sim, ele vai saber.
E talvez algum sorriso de triunfo
escorra pelos lábios deliciosos dele
Esses lábios orgulhosos
Esses olhos insondáveis -
mas só à primeira vista.

A verdade às vezes dói,
e você não quer ouvi-la.
Mas essa verdade é só um pouco incômoda pra você.
E eu me esforço em escondê-la
nos sorrisos mais doces,
nas risadas mais altas,
nos fingimentos.

Meu cabelo despenteado
e eu nem me embriago - ainda.
Estou guardando
pro final do que me resta de dignidade.
Almejar em silêncio falho -
uma lacuna nos meus pensamentos.
E tudo gira em volta.

Mas afinal eu sucumbo ao amor próprio
que, sim, eu ainda tenho.
No orgulho que ora é muro, ora é farelo
Meus amigos dizem que eu tenho muito disso
mas eu ignoro todo ele
quando se trata do heroísmo de outrem.

Toda a ilicitude desses atos bobos,
essa bruma toda que te cerca
As folhas da dama que corre,
agora sei o que significam.
E eu escrevia disso tudo sem saber;
E nenhum de vocês pode entender -
E nada disso fazia sentido.
Mas agora é parte da minha História.

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