domingo, 16 de janeiro de 2011

Da Raiva que Sinto

Estou tentando pôr em palavras bonitas o que estou sentindo. Mas hoje não vejo poesia nos meus sentimentos. Minha visão poética ficou estreita pelos fatos.
Sinto raiva. E mesmo que a raiva às vezes seja um bom combustivel poético, não consigo escrever agora. Não com essa intensa raiva que me rói as entranhas. Porque é bem essa a sensação. É um ácido - e talvez seja mesmo, gastrite pra quê te quero.
Este não é definitivamente um texto comum a mim mesma. Não é bem meu estilo.
Eu gosto de um drama. Gosto de romantizar as coisas, mas e quando falamos em natureza humana, em coisas animalescas e carnais e nojentas? Não são nojentas, eu sei, e eu não penso assim, mas por ora me parecem horríveis de se pensar. Quando os fatos são nus, crus, e seus sentimentos tão primitivos, o que se pode dizer de romântico a respeito?
Não posso falar em desilusão. Porque ela só ocorre quando antes houve uma ilusão, creio. Não tive ilusões. Pulei direto pra essa segunda - e lamentável - parte.
E o que dizer do fato de se sentir uma completa idiota?
A raiva me faz repetitiva. E o amor também. Ou seria quase-amor?
Por ora é só.

2 comentários:

Jeniffer Haddad disse...

Gostei do texto. Deixa ver se eu entendi, tá sentindo raiva por causa do amor?

Mika disse...

Eu escutando Pink, a cantora que vai além de ser artista. É uma coisa humana, carnal, visceral. Acho ela muito madura, também te acho. Ela consegue colocar seus sentimentos e desenhar os fatos de uma maneira musical fodérrima. Esse vosso texto me fez sentir a mesma coisa quando ouvi So what. Uma raiva misturada a uma ironia gostosa.

Pular etapas e ir direto ao centro, ao que interessa é interessante ;P e me interessa! Descobri com esse texto que também gosto de vossa objetividade textual!

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