terça-feira, 16 de novembro de 2010

fendas e espelhos

Insondáveis olhos, profundos e tão fechados...
De todos os outros que me falam
São os únicos que se calam
E permanecem, pois, mal interpretados.

E por mais amargurados que permaneçam os olhos meus
Continuam sempre abertos, espelhos d'água
Podes ver cá dentro toda angústia e toda mágoa
Sempre que quiserdes refletir os teus.

Sou-te um livro aberto em temores
dentro de mim permanecem todas as dores
que meu peito sofria e ainda há de sofrer.

Porque sei que elas não acabam aqui
e também que não livrar-me-ão de ir
pr'onde quer que tu estejas, meu amor.

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