sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Soneto torto contra tua Empáfia

Armando-se de porquês e de defesas sem sentido,
fechando-se num corpo de prazer não permitido.
Achando tudo feio, tosco ou inferior,
tu já não tens anseios, nem ao menos um sabor.

Perdeste teu rumo, teu fumo, teu fervor.
Só tens o teu orgulho e ideias sem valor.
Tu vais te afundando na tua solidão
e ainda assim esperas que alguém te dê razão

Não é a toa que dizem que ninguém sabe quem tu és.
Querido, tu não podes ter todos aos teus pés,
como se fosse verdade que tu sabes mais que nós.

Por favor, volte agora, não afunde o teu ser
se te arrancaram os olhos, não significa que não possas ver.
E eu só te digo isso porque me deram o dom da voz
para que eu possa cantar na tua cara o que te faz ser tão atroz.


RIMAS BARATAS MODE ON! É isso aí.

1 comentários:

Ana Melisa disse...

Huahuahuha...ah, nem foi assim ruim!
Eu amei! Foi sutil e claro, direto ao ponto.
Gostei muito.

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