domingo, 21 de março de 2010

Ana Terra,





Fios negros de seu cabelo bem penteado. São só pedaços daquilo que já a tocou. Tantos outros ainda segura. Procurando e achando segurança em todas as linhas já descobertas. Usando-as em suas danças para compor outra história. Absorvendo toda Terra que pode alcançar com toda mistura que pode conter. Combinando alegria e culturas, do Brasil e de climas temperados.
De pensamentos, de reflexões que se entrecruzam entre todas as Ana's , em toda Ana.
O tempo da Terra não a preenche, nem a revela. São 16 anos de um romance gigante, mas nem perto do tempo de todos bastidores, de todas as reservas. Toda presença em pensamentos de amigos, da família, toda conversa simultânea, toda troca, nem tudo isso consegue criar uma boa sinopse, mas se cria. Cada conhecido tem uma, escreveu em pensamento pelo menos uma resenha atrativa sobre uma parte de você, eu tenho mais, e a agradeço por poder conhecer mais, mesmo atrás de uma tela em quase toos os parágrafos das resenhas que fiz.
Fico aqui tentando simplificar o complexo de formação de mais de uma década, é mais que um governo, mais do que um país. É uma amiga pra mim, uma menininha e uma mulher, uma senhora culta de idade adolescente, e uma adolescente buscando seus ideais e se jogando em suas temporárias loucuras e de tudo mais que diverte e faz pensar. Cantando e celebrando o real que se sente e é múltiplo. Maior que um salto que se pode usar, maior do que a ilha que vivemos.

Amo você muito mais do que o Google Earth!
Amiga, não tem como, você é um pouco dessa escrita, aliás, essa escrita é um pouco de você. Escrita, vida, musica, arte, ciência. e mais!


Cartinha de aniversário que Michelle, uma das minhas melhores amigas, me entregou ontem, dia 20 de março.
Achei linda, e vou guardar comigo até o fim desta vida.
Eu te amo, My Michelle :*

terça-feira, 16 de março de 2010

Colisão

Quando as estrelas explodem
quando a chama consome
quando a nuvem se forma
e a chuva me mata afogada.

Quando ela se apaga
a vela, a cera derrete.
A lágrima roxa cai
e então ela morre.

Deixe-a lá, imersa
em poeira dourada
deixe-a lá.

Flores secas que não vivem
paralisando o tempo em si mesmas
Marcam as velhas páginas

Quando as estrelas explodem
os sonhos colidem
a nuvem se forma
e a chuva nos mata afogados

sábado, 6 de março de 2010

"Comme la nuit nous manque parfois... Le noir serait plus à mon goût."

Esta música linda aparece no filme "A Bela Junie" (Le Belle Personne), do diretor francês Christofer Honoré. É uma música maravilhosa, e uma cena mais que dramática.
Esse filme, sobretudo essa música, me inspiram bastante. Eu recomendo.
Eu que tive que traduzir, mesmo sem entender nada de francês. Espero que não tenha ficado muito nada a ver...
Bem, leiam e, por favor, gostem.

"Como a Chuva" (Comme La Pluie) - Alex Beaupain

Como a chuva às vezes nos faz falta ...
Uma tempestade faria mais sentido agora
Para gritar essas coisas
E atirar estas palavras na cara.

Como a chuva às vezes nos faz falta;
Como o sol nos mata;
Como seus raios nos parecem frios
Quando já não se ama mais.

Como as forças, às vezes, podem nos faltar...
Uma briga teria mais garganta
para lançar-se e bater em seu rosto.
Enfim ninguém mais seria covarde.

Como as forças, às vezes, nos fazem falta
Como nossos braços podem nos trair!
Quando o amor entre nossos dedos
como areia desliza.

Como as lágrimas às vezes nos fazem falta...
Um melodrama teria mais classe.
Qualquer lágrima valeria à pena
Mas, infelizmente, isso é pedir muito.
Como as lágrimas às vezes nos faltam...

Como a noite às vezes nos faz falta...
O preto faz mais o meu gosto
As estrelas, para muitos, como cruzes
E um céu todo de luto por nós.

Como a noite ás vezes nos faz falta...
Como ela tarda a vir!
Quando ele tomba, o que você acha?
Todas essas noites por vir...